Neste
shabat abençoamos o mês de Sivan, que tem início no domingo.
ovilúnio: Domingo, 3 h 58 minutos e 6 frações
Festa
de Shavuot: Sexta-feira, dia 6 de Sivan – 17 de maio.
Não esquecer de fazer Iruv Tavshilim!
Yom
Yerushalaim Venha
comemorar os 35 anos da libertação e reunificação de
Jerusalém! Quinta feira 09/05 -
19:30h
Este
Shabat une duas datas judaicas especiais. Na sexta-feira, comemoraremos o Dia de
Jerusalém, agradecendo a Hashem pelo retorno do povo judeu à sua
cidade, há 35 anos. O Shabat marca o dia do falecimento de um dos maiores
profetas judeus. O profeta Samuel, que era ponderado como Moshé e Aharon
(Taanit, 5), morreu no dia 29 de Iyar (Meguilat Taanit). Alguns afirmam ter ele
falecido no próprio Dia de Jerusalém (Shulchan Aruch, 580:2). Não
é por acaso que o dia do falecimento do profeta Samuel associa-se ao Dia
de Jerusalém. Samuel tinha uma relação única e
profunda com a cidade. Foi o
primeiro a descobrir que Jerusalém seria a Cidade Sagrada, difundindo
isso para o povo judeu.
Quem
procurar na Torá (Pentateuco) o nome da cidade de Jerusalém se
surpreenderá com um fato interessante. Ela não é mencionada
diretamente nos cinco primeiros livros bíblicos como cidade sagrada e
capital do povo judeu! Por outro lado, seu nome figura centenas de vezes nos
Livros dos Profetas e nos Escritos. No Pentateuco, Jerusalém é
mencionada como o local onde foi realizado o sacrifício de Yitzchak (Gênesis,
22:2) e como uma cidade gentia (Gênesis, 14:18). Não como a cidade
eterna do povo judeu!
No
Deuteronômio, relata-se que, no futuro, haverá uma cidade escolhida
por Hashem, para nela estabelecer a sua Shechiná. “No lugar que
escolher o Eterno, numa de tuas tribos, ali oferecerás as tuas ofertas de
elevação, e ali farás tudo o que eu te ordeno” (Deuteronômio,
12:14). No entanto, a Torá não quis nos dizer explicitamente onde
seria este lugar. Ao invés de “na cidade sagrada de Jerusalém”,
está escrito “na cidade em que o Eterno escolher”.
O
local do âmago do povo judeu foi mantido em segredo por mais de 400 anos.
A Guemará (Zevachim, 54) relata que o profeta Samuel e o rei David
procuraram, exaustivamente, nas alusões da Torá, até
descobrir que a cidade escolhida era Jerusalém. Alguns anos mais tarde,
David comprou o lugar no Monte Moriá onde mais tarde seria construído
o Templo, pagando por ele o preço total (Samuel 2, 24:24). Desde então,
Jerusalém tornou-se a cidade eterna e o coração do povo.
Por
que a Torá ocultou o nome de Jerusalém como cidade sagrada do povo
judeu?
O
Rambam (Maimônides), em sua obra Guia
dos Perplexos (parte III, cap. 45), apresenta três razões para
o fato, todas elas muito relevantes e atuais.
1.
Se a localização da cidade sagrada fosse mencionada na Torá,
se tornaria conhecida também por todas as nações do mundo.
Por conseguinte, os demais povos não renunciariam à cidade
facilmente, lutando para conquistá-la. Na atualidade, vemos em especial
como este argumento é verdadeiro. Os árabes travam sua luta mais
feroz justamente pela posse de Jerusalém, sabendo o alto valor que tem a
cidade sagrada. Eles entendem que a posse da cidade lhes dará uma força
espiritual muito especial para lutar contra nós.
2.
Para que os gentios não destruíssem a cidade. Também esta
explicação é compreendida nos dias de hoje. Vemos a grande
destruição que os árabes causam aos resquícios
arqueológicos do nosso mikdash. Sabendo que a cidade é importante
para nós, querem apagar toda e qualquer lembrança da presença
judaica.
3.
Para que não haja disputas entre as tribos de Israel sobre quem terá
o privilégio de herdar a região na qual Jerusalém se
encontra.
Na
época de David, quando o povo estava unido sob uma liderança
única e consensual, foi possível determinar isso sem disputas.
Com
base nas palavras do Rambam, podemos entender algo maravilhoso. Na Guerra da
Independência (1948), houve muitas tentativas para conquistar Jerusalém.
O Exército de Defesa de Israel, que representa todo o povo judeu, ainda não
havia sido criado, mas os movimentos Etzel e Lechi tentaram conquistar a cidade
e fracassaram. Por que o povo judeu não teve, naquela época, o
privilégio de retornar à sua cidade e só na Guerra dos Seis
Dias (1967) Hashem nos ajudou a conquistá-la?
O
Rav Moshe Tzvi Neria (um dos fundadores do Bnei Akiva) explicou que, naquele
tempo, o povo não estava unido. Caso houvessem conquistado Jerusalém
durante a Guerra da Independência, os movimentos Etzel e Lechi disputariam
quem mereceria, de fato, a glória pelo feito. O Estado de Israel ainda não
tinha sido fundado e, portanto, não tinha um governo escolhido por todos.
Jerusalém é uma cidade que o povo judeu tem o privilégio de
ganhar somente quando todos estão unidos ao seu redor com amor. No Talmud
de Jerusalém (Baba Kama, 7:7) é dito que Jerusalém é
a cidade “que une os filhos de Israel uns aos outros”. Foi só na
Guerra dos Seis Dias, quando havia um governo de coalizão nacional,
aceito por todo o povo, que este teve a força espiritual de retornar ao
legado de nossos antepassados.
Nos
últimos anos, temos visto, com pesar, como o domínio judeu sobre
Jerusalém tem enfraquecido. Para nossa grande vergonha, muitos judeus
abandonaram o ligacao profundo de povo judeu com Yerushalaim. Tudo isso acontece
paralelamente a uma cisão do povo. Se conseguirmos unir-nos novamente,
devolveremos a nós próprios o privilégio e a força
espiritual para reconstruir em breve, em Jerusalém, o nosso Templo.
Um Feliz Yom Yerushalaim e Shabat Shalom!